Significado

Confraria Pascoal entre Amigos da Cidade de Jaguari - Rio Grande do Sul - Brasil

Idealizada e constituída em 1988 para unir amigos, degustar e avaliar vinhos das mais variadas castas e nacionalidades

Em homenagem a seu eterno Patrono, Dr. Eudo Giacomelli, que tanto nos encorajou e nos incentivou na arte de explorar o mundo do vinho

“Ao teu Amigo e ao teu Vizinho o teu Melhor Pão e o Melhor Vinho”

Seja Bem Vindo !

Páginas

26 maio 2014

Etapas da Degustação

Referência :  Site - Academia do Vinho 

O EXAME VISUAL


Deve-se colocar uma quantidade de vinho correspondente a 1/3 ou, no máximo, metade do volume da taça.
Inclina-se suavemente a taça de modo a melhor visualizar a superfície de vinho a ser observado que se torna elíptica e, portanto, maior.
Contra um fundo branco (uma folha de papel, um guardanapo ou a toalha da mesa) devem ser observados os seguintes aspectos:


1. LIMPIDEZ

Os vinhos de longa guarda, onde os melhores exemplos são os vinhos do Porto Vintage, os grandes Châteaux de Bordeaux e Barolos, com o tempo, vão formando depósitos no fundo da garrafa e, se agitados, dispersam-se no vinho. Exceção feita a esses vinhos, todo vinho correto deve apresentar-se límpido, isto é, sem partículas em suspensão e sem depósito. A presença dessas partículas, geralmente, indica que o vinho é mal feito ou está deteriorado.

2. TRANSPARÊNCIA:

Um vinho correto não pode estar turvo, deve apresentar-se transparente. Isto pode ser constatado colocando-se por baixo da taça um papel contendo texto. Observando-se através do vinho deve-se conseguir ler a palavra. Vinhos deteriorados geralmente ficam turvos.

Alguns produtores têm reduzido ou evitado a filtração de seus vinhos, para preservar suas características e possibilitar uma maior complexidade e longevidade. Nesses casos, o vinho será um pouco turvo, e geralmente isso estará informado no contra-rótulo.

3. BRILHO:

As características de limpidez, viscosidade e transparência reunidas causam reflexos intensos nos vinhos, os quais podem apresentar um aspecto brilhante. Em princípio, não é um sinal absoluto de qualidade, mas os grandes vinhos em geral apresentam brilho intenso.

4. VISCOSIDADE:

Todo vinho deve apresentar viscosidade, que é uma certa aderência do líquido nas paredes da taça, Quando é agitada e colocada em repouso, o vinho escorrerá da parede da taça, lentamente, em filetes, denominados lágrimas, pernas ou arcos. A formação das lágrimas é devida à tensão superficial e evaporação de álcoois do vinho, especialmente o glicerol (também chamado glicerina). Um vinho com pouca densidade é um vinho "aguado", escorre rapidamente nas paredes da taça, o que indica que esse vinho terá pouco corpo, e não terá na boca aquela sensação aveludada.

5. GÁS:

A maioria dos vinhos no mundo são vinhos "tranqüilos", isto é, sem gás. Somente os vinhos espumantes (Champagnes, Asti, etc.), e os frisantes (Frascati, Lambrusco, Vinhos Verdes portugueses, etc.) devem apresentar gás carbônico, observável na taça.

6. COR:

A cor de um vinho deve ser examinada cuidadosamente, pois fornece informações importantes sobre o vinho. Depois da observação geral da cor, inclina-se a taça, e examina-se a superfície do vinho que tem forma elíptica.

Poderão ser identificadas duas regiões: a região central ou olho onde a cor é mais concentrada, e a borda periférica ou anel que tem cor menos concentrada, pois o volume de vinho é menor nessa região e a cor fica esmaecida.

Com o envelhecimento, os vinhos tintos vão tomando tonalidade alaranjada e chegam até à cor de tijolo. Embora o olho possa ainda estar vermelho intenso, a mudança começa a ser percebida no anel. Já nos brancos o envelhecimento provoca mudança de cor amarelo palha para dourado.

RESUMO DAS PRINCIPAIS VARIAÇÕES DE COR


TINTOS JOVENS: De violeta pálido a rubi intenso


TINTOS MADUROS: De rubi pálido com reflexos alaranjados a marrom tijolo (âmbar)


BRANCOS JOVENS: De amarelo palha com reflexos esverdeados ou com reflexos dourados


BRANCOS MADUROS: De levemente dourado a intensamente dourado


ROSÉS JOVENS: De rosa claro à rosa escuro


ROSÉS MADUROS: De rosa escuro com reflexos dourados até ambar



EVOLUÇÃO DA COR









O EXAME OLFATÓRIO




A manifestação sensorial mais encantadora do vinho são seus aromas. Encerrado na garrafa por meses, anos, décadas, o vinho se desenvolve, evolui, como um ser vivo desenvolve seu metabolismo químico de forma cada vez mais rica e surpreendente.

A principal característica dos grandes vinhos, que os diferenciam dos vinhos mais simples, é sua capacidade de evoluir e desenvolver esse maravilhoso conjunto de aromas que encanta nossa mais rica percepção, o olfato.

O sentido do olfato é percebido na cavidade nasal, numa pequena área da mucosa, de poucos milímetros de extensão, onde se localizam as células nervosas responsáveis pela captação dos estímulos olfatórios.

O exame olfatório é realizado colocando-se o nariz junto à boca do copo e cheirando vigorosamente, de preferência alternando-se as narinas direita e esquerda.



OS AROMAS


1. QUALIDADE:


A primeira coisa que se deve observar é se os aromas do vinho são agradáveis ou não. Aromas desagradáveis significam que o vinho é mal feito, de má qualidade ou está deteriorado.

2. INTENSIDADE:


Um bom vinho deve ter aromas facilmente perceptíveis, embora não necessariamente intensos. Os vinhos inferiores são fracos em aromas. Os grandes vinhos têm aromas intensos ou sutis porém complexos.

3. CLASSIFICAÇÃO:


Para padronizar a degustação, classificamos os aromas em grupos, devido à sua origem no metabolismo do vinho e suas características nítidamente diferenciadas.

3.1 Aromas Primários


São aromas provenientes das uvas. Geralmente não persistem no vinho, já que durante a fermentação, além dos produtos finais (álcool e CO2), formam-se muitas substâncias secundárias aromáticas que mascaram os aromas da uva. Em vinhos provenientes de uvas muito aromáticas, como a Moscatel e a Gewürztraminer, o aroma primário dessas uvas pode ser encontrado.

3.2 Aromas Secundários


Em geral, são provenientes de muitas substâncias formadas durante o processo de fermentação. Constituem os aromas predominantes nos bons vinhos. O mais comum é o do álcool.


BRANCOS - Os vinhos brancos e rosés geralmente lembram frutas frescas (maçã, abacaxi, pêssego, pêra, etc.), flores (rosa, cravo, jasmim, etc.) e às vezes, aromas mais complexos: aromas adocicados (compota, mel, melado, etc.), aromas vegetais ou herbáceos (feno, grama, hortelã, menta, etc.) e minerais (petróleo, etc.).


TINTOS - Nos vinhos tintos, em geral, encontramos aromas de frutas vermelhas (cereja, amora, groselha, cassis, etc.), de frutas secas (ameixa, avelã, amêndoa, nozes, passas, etc.), de especiarias (pimenta, canela, baunilha, noz moscada, orégano, tomilho, alcaçuz, anis, etc.) e vegetais ou herbáceos (feno, grama, hortelã, menta, etc.), aromas animais (couro, suor, etc.), aromas empireumáticos (torrefação, tostado, defumado, tabaco, café, chocolate, açúcar-queimado, etc.), aromas de madeira (baunilha, serragem, etc.), aromas adocicados (compota, mel, melado, etc.), aromas químicos e etéreos (acetona, álcool, enxofre, fermento, pão, leite, manteiga, etc.) e muitos outros aromas!
3.3 Aromas Terciários


Representam, na realidade, o conjunto dos aromas anteriores, somados aos aromas mais complexos, originados durante o amadurecimento do vinho na barrica de madeira e/ou ao seu envelhecimento na garrafa. São aromas ditos "evoluídos" e constituem o chamado buquê que existe nos bons vinhos tintos e em alguns brancos de excepcional qualidade.


O EXAME GUSTATIVO


Realiza-se colocando um gole não exagerado de vinho na boca e deixando-o girar lentamente no seu interior, de modo a permitir que ele entre em contato com as regiões da lingua que são diferentes em relação à percepção dos sabores. Um bom vinho deve ter sabores agradáveis de boa intensidade e compatíveis com o tipo de vinho. Por exemplo, em um vinho seco não se espera encontrar sabor doce.


1. PERCEPÇÃO DOS SABORES


DOCE: Os receptores gustativos para o sabor doce estão na extremidade anterior da língua.


ÁCIDO: É percebido nas porções laterais da língua. É mais acentuado nos vinhos jovens do que nos velhos e mais nos brancos do que nos tintos.


AMARGO: Percebido na região posterior da língua, deve estar presente, mas não muito intenso a ponto de ser desagradável.


SALGADO: Não deve existir no vinho, mas, em certos vinhos de aromas minerais, percebem-se sabores também minerais ou metálicos que lembram o salgado. Esta característica denominamos SAPIDEZ do vinho.





2. O "TATO"


Na realidade não se trata de tato, tal como é percebido na pele, mas sim de sensações decorrentes de estímulos mecânicos ou químicos que são percebidas na língua e assim definidas:


CORPO: É a sensação de opulência provocada pelo vinho à boca. Vinhos de bom corpo ou encorpados são vinhos untuosos na boca e nos dão a sensação de que poderíamos mastigá-lo. Vinhos de pouco corpo ou "magros" são vinhos "aguados". O glicerol é um dos componentes do vinho que mais contribui para dar essa estrutura ao vinho.



ADSTRINGÊNCIA (TANICIDADE): É a sensação de "travo" ou secura da boca, semelhante à de se comer uma banana ou um caqui verde. É provocada pelos taninos do vinho que se combinam com as proteínas enzimáticas da saliva e não as deixa agir, gerando a sensação de boca seca.


GÁS CARBÔNICO: Só deve ser percebido nos vinhos espumantes e frisantes e na boca, causa a "efeito agulha", isto é, como se houvessem agulhas picando a língua.


TEOR ALCOÓLICO: É percebido porque o álcool confere uma sensação de calor à boca. Quanto mais álcool no vinho mais intensa será a sensação de calor percebida.


TEMPERATURA: A sensação da temperatura em que o vinho é servido é, logicamente, percebida.


EQUILÍBRIO: É a harmonia entre acidez, doçura, amargor, sapidez, tanicidade e teor alcoólico. Em um vinho equilibrado nenhum desses aspectos gustativos sobressai entre os demais, causando uma sensação complexa e agradável. Podem-se ter vinhos equilibrados em suas características fracas, médias ou intensas, simples ou complexas, resultando em vinhos pequenos, honestos, bons, muito bons ou grandes.



SENSAÇÕES COMPLEXAS


RETROGOSTO ou AROMA DE BOCA:


É a sensação olfatória percebida ao aspirar o ar com o vinho ainda na boca, ou ao fungar depois de engolir o vinho, de modo que aromas desprendidos sejam levados da orofaringe até cavidade nasal onde serão sentidos na área olfatória.


PERSISTÊNCIA:


É o tempo de duração da sensação de retrogosto. Vai de 0 a 3 segundos nos vinhos inferiores, ditos curtos; de 4 a 7 segundos nos vinhos médios e acima de 8 segundos nos bons vinhos, denominados longos.











TIPOS DE DEGUSTAÇÃO


1. DE BASE

Julgamento geral

- Verificação de harmonia e defeitos

2. DE CANTINA

Julgamento Técnico

- Avaliação das qualidades e defeitos e da evolução

- Precedida de análise química

3. PARA AVALIAÇÃO QUANTITATIVA

Julgamento quantitativo de alguns parâmetros como teor alcoólico, acidez, etc.

4. DE IDONEIDADE

- Julgamento para efeito de classificação oficial

- Reconhecimento do tipo de vinho e determinação da harmonia

5. DE QUALIDADE (POR PONTOS)

- Julgamento das qualidades, usando uma graduação de valores para os atributos do vinho (Ficha de Degustação)

- Concursos e avaliações comparativas

- Geralmente feita por um grupo de degustadores, fazendo-se uma média estatística dos resultados.

6. DE RECONHECIMENTO

- Julgamento das características que permitem reconhecer o tipo e a origem

7. DEGUSTAÇÃO ANALÍTICA

- Julgamento seguido da análise estatística dos resultados

8. VERTICAL

- Comparação entre diferentes safras de um mesmo vinho

9. HORIZONTAL

- Comparação entre diferentes vinhos de uma mesma safra

24 maio 2014

Isto é Vale dos Vinhedos ! - Brasil


ISTO É VALE DOS VINHEDOS !
RIO GRANDE DO SUL - BRASIL






























Isto é Nappa Valley ! - EUA


ISTO É NAPPA VALLEY !
CALIFÓRNIA - EUA













Isto é Mendoza ! - Argentina


ISTO É MENDOZA !
MENDOZA - ARGENTINA


















Glossário de Termos Enológicos


- A -



ABOCADO - (do italiano "abbocato") - doce


ABERTO - de cor clara


ABRIR - diz-se que o vinho "está abrindo" (ou "abriu") quando está havendo (ou houve) crescimento de suas características (em especial do aroma), com um certo tempo após a abertura da garrafa


ACERBO - ácido, verde


ACIDEZ - Sensação de frescor agradável, provocada pelos ácidos do vinho (cítrico, tartárico, málico, lático, succínico) e que resulta em salivação


ACIDEZ VOLÁTIL - Acidez desagradável provocada pelos maus ácidos do vinho (acético, propiônico e butírico)


ACÍDULO - com acidez excessiva


ADAMADO - vinho para damas, suave e doce


ADOCICADO - doce e com baixa acidez, desequilibrado


ADSTRIGENTE - com muito tanino, que produz a sensação de aspereza (semelhante à sentida ao comer-se uma banana verde); o mesmo que tânico ou duro


AFINADO - bem envelhecido, maduro,equilibrado


AGULHA - Sensação de picada na língua produzida pelos vinhos espumantes


ALCOÓLICO - com muito álcool, desequilibrado


AMARGO - com amargor, indica defeito


AMÁVEL - suave ou ligeiramente doce


AMBIENTAR - (em francês CHAMBRER) deixar o vinho à temperatura ambiente, do recinto onde é servido


APAGADO - de aroma inexpressivo


AQUOSO - fraco, que teve adição de água


AROMA - odor emanado pelo vinho. O primário é proveniente da uva. O secundário é resultante da vinificação. O terciário origina-se do envelhecimento e é denominado buquê


AROMA DE BOCA - ver retrogosto

ÁSPERO - com excessivas adstringência e acidez (esta um pouco menor)


ASSEMBLAGE - mistura de vinhos diferentes; o mesmo que corte


AUSTERO - adstringente

AVELUDADO - macio, untuoso, viscoso com textura de veludo

AVINAGRADO - com odor e sabor de vinagre, deteriorado, inutilizado para o consumo






- B -



BALANCEADO - que apresenta harmonia entre os aspectos gustativos fundamentais, em especial a acidez, a doçura adstringência e o teor alcoólico o mesmo que o equilibrado e harmônico


BOTRITIZADO - vinho de sobremesa doce licoroso, feito com uvas botritizadas, isto é, contaminadas com o fungo Botrytis cinerea. Em poucas regiões do mundo de microclima específico como Sauternes na França, esse fungo, ao invés de destruir as uvas, perfura-lhes as cascas grãos, provocando a saída de água e concentrando o açúcar. As uvas assim contaminadas ficam com aspecto de uvas passas e/ou apodrecidas, daí o nome podridão nobre ("pourriture noble", no francês, e noble rot, no inglês)

BOUCHONNÉE (frances - bouchon = rolha) - com odor de rolha (defeito) - ver ROLHABRUT (francês) - utilizado para espumantes muito secos


BUQUÊ - (do francês bouquet) - aroma complexo, também denominado aroma terciário, resultante do envelhecimento.






- C -



CALDO - o vinho já pronto ou o mosto (veja verbete) que será fermentado


CARÁTER - conjunto de qualidades que dão personalidade própria ao vinho permitindo distinguí-lo de outros


CARNOSO - encorpado


CAVA - nome dos espumantes espanhóis


CHAMBRER (francês) - o mesmo que ambientar


CHAPTALIZAÇÃO (do francês, "Chaptalization") - adição de açúcar durante a fermentação (proibida em alguns países), técnica proposta pelo francês Chaptal.


CHATO - vinho sem acidez ou espumante que perdeu o gás, o mesmo que plano ou plat (francês) ou flat (inglês)


CHEIO - o mesmo que encorpado




CLAIRET (francês) - nome utilizado pelos franceses a vinhos tintos leves, frutados, quase rosés



CLARET (inglês) = CLARETE (francês) - termo usado pelos ingleses para se referir aos vinhos tinto de Bordeaux, na França, desde o século 17. Nessa época os tintos franceses eram mais leves, de cor mais clara. Esse termo é usado até hoje pelos ingleses e pode ser encontrado na literatura.


COMPLEXO - com aromas multiplos, com buquê


CORPO - sensação tátil do vinho à bôca, que lhe dá pêso (sensação de "boca cheia") e resulta do seu alto teor de extrato sêco


CORTE - mistura de vinhos diferentes. O mesmo que assemblage (francês)


CRU (francês) - termo derivado do verbo "coître" (crescer) de múltiplos significados, dos quais os mais importantes são os que seguem. Na região de Bordeaux, "cru" tem o mesmo significado de "terroir" ou "château", isto é, uma propriedade específica de um único produtor. Na subregião do Médoc, os melhores vinhos são classificados em cinco níveis de "cru" (Premiers Crus, Deuxièmes Crus, etc.), seguidos dos "Crus Bourgeois". Nas outras sub-regiões bordalesas, como por exemplo, Saint-Emilion, os melhores vinhos classificam-se em "Premiers Grand Crus   Classés" e "Grand Crus Classés". Na região da Bourgone, "cru" significa o mesmo que "climat", isto é, uma comuna ou região delimitada com vinhedos de vários produtores que produzem vinhos semelhantes ou "domaine", uma única propriedade. Os melhores vinhos da Borgonha são designados "Grand Cru", seguidos dos "Premier Cru".


CURTO - que não deixa sabor persistente na boca; de retrogosto curto






- D -



DECANTER (inglês) - decantador; frasco de vidro usado para decantar vinhos que possuem sedimento formado durante o envelhecimento. É também usado para arejar ("respirar") o vinho antes de servi-lo


DELGADO - vinho de pouco corpo


DELICADO - equilibrado e sóbrio


DEMI-SEC (francês) - meio seco, ligeiramente doce


DENSO - viscoso, encorpado


DESARMÔNICO - que possui exacerbação de um dos componentes gustativos, mascarando-os (ex: excessiva acidez, tanicidade exagerada, doçura elevada) ; o mesmo que desequilibrado


DESBALANCEADO - o mesmo que desarmônico ou desequilibrado


DESEQUILIBRADO - O mesmo que desarmônico ou desbalanceado


DURO - o mesmo que adstringente e tânico






- E -

ELEGANTE - o mesmo que delicado


ENCORPADO - que tem muito corpo


ENÓFILO - apreciador e estudioso de vinhos


ENOLOGIA - ciência que estuda o vinho


ENOLÓGICO - relativo à enologia ou ao vinho


ENÓLOGO - indivíduo que tem conhecimentos de enologia; formado em faculdade de enologia


EQUILIBRADO - o mesmo que balanceado


ESCANÇÃO - o responsável pelo serviço de vinhos de um restaurante;o mesmo que sommelier (francês)


ESPESSO - o mesmo que encorpado e cheio


ESPUMANTE - vinho com gás carbônico, efervescente; nos de qualidade o gás é resultante da fermentação






- F -



FARTO - muito doce e com baixa acidez


FECHADO - jovem, recém-engarrafado, ou recém-aberto e que ainda não demonstra toda a sua potencialidade


FIRME - jovem com estilo


FLÁCIDO - sem estrutura, o mesmo que mole


FLAUTA - taça ideal para espumantes


FLORADO - com aroma de flores


FLORAL - o mesmo que florado


FOXADO (do inglês "foxed") - odor e gosto de pêlo de raposa, típico de uvas americanas, como as da espécie Vitis labrusca


FORTIFICADO - ao qual é adicionado aguardente vínica, como o vinho do Porto, o Madeira, o Jerez, o Marsala, o Banyuls e outros


FRANCO - sem defeitos; também usado para vinho que não deixa retrogosto


FRESCO - vinho que possui frescor, boa acidez


FRESCOR - sensação agradável transmitida geralmente pelos vinhos brancos, jovens ou espumantes, resultante de um ligeiro predominância da acidez, sem perder o equilíbrio


FRISANTE - efervescente, com pouco gás carbônico (menos que espumantes)


FRUTADO - com aroma de frutas






- G -



GENEROSO - forte, com alto teor alcoólico


GORDO - suave e maduro


GRANDE - excelente


GRAPA ou GRASPA - Bebida destilada tipicamente italiana, produzida a partir das cascas e resíduos do mosto de uva.


GROSSEIRO - adstringente, sem elegância


GROSSO - elevada acidez e muito extrato






- H -



HARMÔNICO - o mesmo que balanceado e equilibrado


HERBÁCEO - com aroma de ervas






- I -


INSÍPIDO - sem gosto característico, sem caráter






- J -


JOVEM - vinho geralmente frutado, pouco tânico com acidez agradável e que não se presta ao envelhecimento (Ex: vinhos brancos em geral, espumantes e a maioria dos vinhos brasileiros); pode também significar vinho recém-fabricado,que pode e deve envelhecer






- L -



LEVE - com pouco corpo e pouco álcool,mas equilibrado; o mesmo que ligeiro


LIGEIRO - o mesmo que leve


LÍMPIDO -sem sedimento ou partículas em suspensão transparente


LONGO - de boa persistência (ver verbete)






- M -



MADEIRIZADO - vinho branco oxidado que adquire cor que vai de dourada a castanho, aroma adocicado (cetônico) e gosto amargo


MADURO - no apogeu de sua vida; estado que precede a decadência


MAGRO - aguado, diluído, deficiente em álcool (etanol e glicerol); sem caráter


MOLE - sem acidez, sem caráter


MOSTO - líquido resultante da prensagem das uvas; suco; sumo


MOUSSEUX (francês) - espumante






- N -



NERVOSO - com acidez e adstringência altas, não necessariamente excessivas


NEUTRO - sem caráter marcante


NOVO - do ano em que foi colhido ou com um ano de engarrafamento






- O -



OLEOSO - viscoso


OPACO - turvo; velado; sem limpidez


ORGANOLÉPTICO(A) - sensorial, que sensibiliza os sentidos. As características organolépticas de um vinho são as suas sensações olfatórias, gustativas e táteis, percebidas durante a sua degustação


OXIDADO - que sofreu oxidação; envelhecido além do suportável; decomposto na cor (do dourado ao castanho para os brancos e do tijolo ao marron para os tintos), no aroma (adocicado, cetônico, etc.) e no sabor (desagradável e apagado); para os vinhos brancos tem o mesmo significado que madeirizado






- P -



PASTOSO - o mesmo que encorpado


- borra; depósito; sedimento


PEQUENO - sem carater; secundário, inferior


PERFUME - o mesmo que buquê


PERLAGE - (francês) as bolhas dos espumantes


PERSISTÊNCIA - sensação do gosto deixado pelo vinho na boca (retrogosto) após ser deglutido ou cuspido. Quanto melhor o vinho, maior o tempo de persistência, do retrogosto: 2 a 3 segundos nos curtos, 4 a 6 segundos nos médios e de 6 a 8 nos longos


PESADO - encorpado, mas com pouca acidez; sem fineza


PETILLANT (francês) - efervescente; ligeiramente espumante


PLANO - sem sabor e sem corpo ou sem corpo e sem acidez; também usado como sinônimo de chato






- Q -



QUENTE - Referência à sensação de calor causada pelo teor alcoólico alto de um vinho






- R -



RAÇA - diz-se que um vinho é de raça ou raçudo quando tem alta qualidade


RAPADO - o mesmo que magro


RASCANTE - adstringente; tânico


REDONDO - maduro e equilibrado


RETROGOSTO ou AROMA DE BOCA - sensação gustativo-olfatória final deixada pelo vinho na boca, após ser deglutido ou cuspido. Ela é percebida através da aspiração do ar pela boca, o que provoca a sua passagem pela nasofaringe (comunicação entre a boca e o nariz) e a consequente estimulação dos receptores olfatórios no nariz. Alguns estudiosos preferem utilizam a palavra retrogosto para as sensações desagradáveis percebidas ao final da degustação


ROBUSTO - encorpado, nervoso e, sobretudo, redondo


ROLHA - diz-se que o vinho tem odor e/ou gosto de rolha quando apresenta aroma desagradável passado por rolha contaminada pela Armillaria mella (fungo parasita da casca da árvore com a qual é feita a rolha, o sobreiro)






- S -



SÁPIDO - com acidez moderada ( entre o chato e fresco)


SEDOSO - o mesmo que aveludado


SEIVA - (do francês sève), diz-se que um vinho tem seiva quando é um grande vinho


SUAVE - o mesmo que ligeiro; também significa vinho meio-doce (demi-sec)


SUR LIE (francês: sur = sobre; lie = borra) - vinho não filtrado, que vai do barril, onde ficou sobre a borra, direto para a garrafa.






- T -



TÂNICO - que tem muito tanino ou no qual o tanino sobressai ; o mesmo que adstringente e duro


TANINO - substância que confere a adstringência ao vinho


TERROIR (francês) - literalmente designa o "terreno" onde se localiza um vinhedo, mas o seu sentido é muito mais amplo. Na realidade, designa as características do solo, do microclima e do ecossistema do local, responsáveis pela qualidade do vinhedo e, conseqüentemente, pela qualidade do vinho que ele originará.


TERROSO - com sabor de terra, do solo de onde veio a uva






- U -



UNTUOSO - o mesmo que aveludado, sedoso e viscoso






- V -



VELHO - bastante envelhecido


VERDE - com acidez acentuada, mas agradável e refrescante


VIGOROSO - saudável, vinho jovem em pleno vigor

VISCOSO - o mesmo que aveludado, sedoso e untuoso