Alicante
Origem:
Uva tinta espanhola de superior qualidade. Também conhecida como Monastrell, em outras regiões da Espanha. Produz bons vinhos, secos e equilibrados. No sul da França, essa mesma uva é conhecida como Mourvèdre, onde produz vinhos muito bons. Não é uma uva para vinhos de guarda. Pode atingir elevada gradação alcoólica (~14,5%).
Regiões de Produção:
Região de Alicante, no leste da Espanha. Produz varietais de boa qualidade.
Características dos Vinhos:
Vinhos de corpo médio, boa coloração rubi-violáceo, baixa permanência, mas com sabor marcante de frutas vermelhas (cereja, amora, framboesa).
Harmonização:
Carnes, sopas, chouriço e salame. Queijos amarelos e pães salgados.
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Aligoté
Origem:
Uva branca da Borgonha (França); apresenta-se como varietal, no Bourgogne Aligoté, um vinho branco honesto, mas que não compete com os grandes borgonhas brancos, que são feitos com a Chardonnay.
Regiões de Produção:
Embora alguns países do Novo Mundo adotem a Aligoté, como África do Sul e Austrália, sua referencia é a Bourgogne.
Características dos Vinhos:
Trata-se de um branco seco, cor palha com tons citrino, e bons aromas de frutas frescas claras (maçã, pera, toque de manga); no paladar sente-se uma boa acidez, pouco açúcar, e um frescor natural. Não tem longa permanência, mas é um vinho agradável.
Harmonização:
Como todo branco de médio corpo, acompanha bem frios leves , saladas e peixes. Vai muito bem com queijos amarelos, e mousse de salmão ou de camembert.
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Aragonês
Origem:
Excelente casta portuguesa tinta, assim designada no Alentejo. Na região do Douro chama-se Tinta Roriz e na Espanha é conhecida por vários nomes conforme a região: Tempranillo, na Ribera del Duero, Tinto Fino na Rioja, Cencibel em La Mancha, Tinto del Pais na Catalunia.
Regiões de Produção:
Portugal, Alentejo.
Está presente em quase todos os vinhos do Alentejo, mas normalmente não aparece como varietal, combinando-se com outras castas portuguesas, como a Trincadeira e a Touriga nacional.
Características dos Vinhos:
Apesar de tradicionalmente não ser utilizada na forma varietal, hoje a Aragonez (no Alentejo) e a Tinta Roriz (no Douro), estão sendo elaboradas em "solo". Os varietais de Aragonês são vinhos com intensa coloração rubi-violáceo, que evolui com os anos para o rubi acastanhado; tem bom corpo, acidez equilibrada, aromas de frutas vermelhas com toques de caramelo, que evoluem para frutas secas e tabaco. Nenhum amargor, e final de boca muito agradável. Uma excelente uva.
Harmonização:
Carnes leves, cogumelos, sopas, sanduíches bem elaborados ganham novos aromas e sabores quando acompanhados de aragonês. Excelente com brie, camembert e mesmo fondue de queijo. Na cozinha portuguesa, bacalhau ao forno, com azeite, cebolas e batatas (adicionar tomates vermelhos inteiros).
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Barbera
Origem:
Uva tinta de boa cepa, que produz ótimo vinho varietal, marcadamente no Piemonte, noroeste da Itália. O vinho é equilibrado, mas com certa acidez, que lhe caracteriza. Ainda ocupa categoria inferior aos filhos da Nebbiolo (Barolo e Barbaresco), em qualidade e preço, mas vem crescendo sua expressão nos últimos anos.
Regiões de Produção:
Casta bem italiana, a Barbera tem como sua região de referencia o Piemonte, embora possa ser encontrada em quase todo o norte e centro da Itália. Os principais vinhos de região demarcada (DOC) são Barbera d`Alba e Barbera d`Asti (Piemonte). Hoje estão surgindo Barberas especiais, a partir de parreiras com produção reduzida, vinificação mais controlada e mesmo envelhecimento em barrica, com ótimos resultados (e desespero dos mais tradicionalistas).
Características dos Vinhos:
Bela cor rubi vivo, com boa transparência; aromas de frutas vermelhas, ervas finas, um toque de especiarias e talvez hortelã; no paladar a acidez acentuada e equilibrada dá um nítido frescor, e abre o apetite. Os vinhos italianos, por alguma razão que escapa aos mais entendidos, sempre vão melhor acompanhados de bons pratos, do que em "solo".
Harmonização:
Como assinalado acima, a acidez do Barbera faz com que seja boa combinação com massas em molho de tomates frescos, queijos amarelos (gruyére itálico), carnes leves e aves. Um sanduíche de prosciutto di Parma, queijo itálico, e carpaccio de cogumelos ficará perfeito. Um vinho mais para o almoço, para Verão e Primavera.
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Brunello
Origem:
Excelente uva da Toscana (Itália), variedade nobre da Sangiovese, desenvolvida no condado de Montalcino e cercanias; designação do vinho com ela produzido. Tornou-se famosa pelos fabulosos vinhos (DOC e DOCG) Brunello de Montalcino. É uma casta feita para ser trabalhada em "solo", e capaz de produzir vinhos de grande longevidade. Na verdade, os vinhos de uma safra só são liberados ao mercado depois de 5 anos.
Regiões de Produção:
Os vinhos Brunello de Montalcino são de superior qualidade, sendo que podem chegar a ser excepcionais. A uva Brunello, fora das regiões demarcadas para ela em Montalcino, é também conhecida como Sangiovese Grosso (grande, no masculino, porque uva é vitigno, masculino), com a qual se faz o Rosso di Montalcino, inferior ao Brunello, bom para os anos ruins.
Características dos Vinhos:
Um "Brunello" sempre requer ocasião e respeito. Será um vinho encorpado, vermelho escuro com tons acastanhados, com ótimo equilíbrio entre álcool, acidez, e taninos suaves (macios). Não tem nenhum açúcar perceptível. De acordo com o grau de envelhecimento - 8, 10, 15, 20 anos - apresentará maior complexidade aromática e gustativa.
Harmonização:
Pratos nobres, de temperos sutis. Carnes e aves, cuidadosamente preparados valorizarão e realçarão suas excelentes qualidades. Um "T-bone steak" com batatas assadas, e lascas de queijo gruyère, farão com um Brunello uma refeição inesquecível. Nunca tome Brunello com tomates e temperos apimentados. Nunca desperdice um Brunello com entradas ou saladas, ou num dia quente. Prefira tomá-lo à noite.
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Cabernet Franc
Origem:
Uva tinta de ótima qualidade, originalmente proveniente de Bordeaux (França), e de cultivação mais antiga. A Cabernet Franc é utilizada no clássico "corte bordalês", junto a cabernet sauvignon, merlot e petit verdot. É ela a responsável pela estrutura, o esqueleto sustentador, dos grandes vinhos "grand cru" de Bordeaux (a Cabernet Sauvignon dá aroma, sabor e corpo, a Merlot dá suavidade, maciez e completa o sabor; a Petit Verdot dá um leve tempero). Os vinhos varietais da Cabernet Franc são robustos e aromáticos, embora mais tânicos e um pouco ácidos.
Regiões de Produção:
Apesar da forte ligação que mantém com a região de Bordeaux, a Cabernet Franc se espalhou por todo o mundo, e é usada tanto em varietais como em combinações variadas.
Características dos Vinhos:
Embora possa atingir bons níveis de qualidade, a Cabernet Franc não é ideal para vinhos varietais. Mesmo assim pode produzir vinhos de bom corpo, cor rubi intensa, mas sempre com acidez acentuada. Não são vinhos para guarda.
Harmonização:
Acompanham bem carnes leves, aves defumadas, e sopas. São uma boa opção para sanduíches e refeiçoes rápidas. Se for acampar, leve Cabernet Franc - é o único que resiste firme.
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Cabernet Sauvignon
Origem:
Uva tinta de ótima qualidade, originalmente proveniente de Bordeaux (França). A casta cabernet sauvignon é considerada a rainha das uvas, pela longa e consistente história de mais de 200 anos, e pelo alto equilíbrio, robustez e desempenho dos vinhos produzidos não só na sua origem, mas em todas as partes do mundo. A Cabernet Sauvignon é de fato uma uva híbrida, "inventada" no séc. XVIII, a partir de um cruzamento bem sucedido da cabernet franc (cabernet) com a sauvignon blanc (sauvignon); na verdade a designação sauvignon rouge ainda existe na França; quase desapareceu no séc. XIX com a praga filoxera. Hoje é utilizada não só na composição de vinhos Bordeaux (q.v.), tanto os genéricos como os famosos "châteaux" específicos, mas é também responsável por bons varietais, robustos e aromáticos, com acidez equilibrada e bons taninos.
Regiões de Produção:
A partir de Bordeaux, espalhou-se mais para o sul da França, atravessou para Espanha, foi para Itália, atravessou o Atlântico e hoje é a uva mais plantada em todo o mundo. Sua maior expressão continua sendo nos vinhos "grand cru" de Bordeaux, em que é combinada com cabernet franc, merlot, e petit verdot. Mas tem dado o que falar na Califórnia, Chile e Austrália.
Características dos Vinhos:
Os Cabernet Sauvignon mais baratos e de menos de 4 anos, não devem ser considerados, pois são uma lástima. Os bons Cabernet Sauvignon requerem um tempo de guarda no produtor, a fim de afinar os taninos agressivos, e dar corpo ao vinho. Aí sim aparece o valor da variedade, sua estrutura, seu corpo, seus aromas de cassis e ameixas pretas, tabaco, tons de cacau, baunilha; em sua cor vermelho escuro, que vai clareando ligeiramente com o passar dos anos, e assumindo tons alaranjados ou castanhos. Vinhos maravilhosos.
Harmonização:
Carnes vermelhas, goulash, strogonoff, souflés de queijo e batatas; carne seca, bem preparada, com purê de mandioca fazem uma combinação muito original com a Cabernet Sauvignon. Pode-se colocar leves toques de pimenta do reino, ou pimentões levemente ardidos, cozidos, mas nunca se usa pimentas fortes com nenhum vinho. Nunca.
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Carignan
Origem:
Uva tinta da região sul e sudeste da França, utilizada nos vinhos do Languedoc e da Provence. Na Espanha é conhecida como Cariñena, e utilizada nos vinhos da Catalunia. Normalmente aparece em combinação com outras.
Regiões de Produção:
Tem boa presença em Penedés, Catalunia. Mais expressiva no sul da França, onde participa do famoso Chateauneuf-du-Pape, na região sul do Rhône, próximo a Avignon. É utilizada em geral com a grenache (garnacha) e a monastrell (mourvédre).
Características dos Vinhos:
Ver grenache e garnacha.
Harmonização:
Ver grenache e garnacha.
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Carmenère
Origem:
Uva tinta de alta qualidade, variedade da uva cabernet, originária de Bordeaux (Fr.), mas hoje naturalizada chilena. Originalmente, era conhecida no séc. XVIII como "grand vidure" (e a cabernet franc como "vidure"), mas essa designação sumiu. Produz ótimos vinhos varietais, com muita estrutura e sabor marcante. Permite envelhecimento para os vinhos bem elaborados. Devido a sua potência, não deve ser utilizada em vinhos de consumo imediato, pois antes de 3-4 anos os vinhos estarão desequilibrados devido à acidez e aos taninos agressivos. Devido á sua recente redescoberta (meados década de 90) no Chile, não há hoje vinhos Carmenère de mais de 8 anos, mas é uma uva com grande potencial para guarda de 10, 20 anos, ou até mais.
Regiões de Produção:
Hoje pode-se dizer que a Carmenère é uma uva chilena, e lá encontra sua plena expressão, mas aparece também na California e na Argentina. Os vinhos são via-de-regra varietais, mas podem aparecer combinados com cabernet sauvignon, ou mesmo shiraz. Alguns Tops chilenos usam Carmenère em seu corte.
Características dos Vinhos:
O vinho carmenère é saboroso e encorpado, um pouco mais tânico que a cabernet sauvignon, e menos ácido que a cabernet franc, com um nítido e delicado amargor secundário. Tem coloração rubi violácea acentuada. Suas boas caracteristicas só aparecem depois de alguns anos; sendo assim, vinhos carmenère de menos de 3 anos são completamente desequilibrados, com elevada acidez e taninos agressivos (adstringente).
Harmonização:
Carnes vermelhas, feijoada (é isso mesmo), e assados. Não deve ser utilizada para acompanhar pratos com molho de tomate, ou pratos leves e saladas. Uma boa pedida para o "fondue" bourgignone (carne).
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Catawba
Origem:
Uva tinta nativa americana, na região leste e nordeste dos EUA; expressiva na região de Niagara, divisa com Canadá. Embora não seja exatamente uma vinífera (e sim Labrusca), ela foi fundamental na recuperação das vinhas europeias, quando foram atacadas pela filoxera (pulgão que mata a raiz). Sendo resistente a essa praga, serviu de cavalo (base de enxerto) para todas as espécies europeias atacadas.
Regiões de Produção:
Vinhos varietais de mesmo nome, de qualidade popular. nordeste dos EUA e Canadá.
Características dos Vinhos:
Vinho popular (no sul do Brasil, vinho de colonia), tinto, branco ou rosé, conforme a prensa, muito frutado, e de baixa qualidade, como é o caso das Labrusca.
Harmonização:
Esqueça.
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Chardonnay
Origem:
Excelente uva branca, originária das regiões de Champagne e Bourgogne (França), mas hoje espalhada pelo mundo todo. Responsável por grandes vinhos brancos, com equilibrado sabor frutado, entre o seco e o meio-doce, com boa capacidade de envelhecimento. Apresentamos em separado a Chardonnay da Champagne (Chardonnay 2).
Regiões de Produção:
Embora seja possível conseguir ótimos chardonnays pelo mundo afora (Velho e Novo), nada se compara com sua melhor expressão na Borgonha, onde são elaborados os Puilly-Fuissé, os Montrachet, e outras preciosidades.
Características dos Vinhos:
Os chardonnay usuais (não os espetaculares mencionados) são vinhos frutados, com moderada acidez e corpo leve. Tem uma coloração palha citrino, brilhante. Os aromas são de frutas tropicais (toques de abacaxi, ligeiro maracujá) e uma leve menta.
Harmonização:
Peixes leves, carne branca, pratos simples e saladas. Ou mesmo acompanhando frutas e queijos num final de tarde de outono.
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Chardonnay 2
Origem:
Excelente uva branca, originária das regiões de Champagne e Bourgogne (França), mas hoje espalhada pelo mundo todo. Na Champagne, é junto com a Pinot Noir a casta do champagne, que é um vinho espumante com acidez marcante, e conteúdo elevado de gás carbônico dissolvido no líquido, o que muda totalmente as características organolépticas. Devido á combinação açúcar-acidez, champagnes bem elaboradas podem durar muitos anos, como podem também os vinhos tranquilos chardonnay e pinot noir.
Regiões de Produção:
Reservamos essa "chardonnay 2" para a região da Champagne, onde devido ao solo altamente calcário, apresenta elevada acidez, que permite produzir o champagne espumante e duradouro. No Novo Mundo, muitos países tentam reproduzir o vinho champagne, inclusive usando o corte com Pinot Noir; hoje os melhores "champagne" fora da Champagne são reconhecidos como sendo os produzidos no Brasil e no norte da Itália (Franciacorta).
Características dos Vinhos:
O champagne é considerado por muitos o melhor vinho do mundo; e por todos como o vinho de celebração. Devido ao seu brilho, sua cor palha-citrino, as bolinhas saltitantes, a acidez marcante, o frescor no paladar, e sua leveza (álcool típico 11,5%), é um vinho que se destaca em qualquer ambiente. Um bom champagne é sempre leve, saboroso, com uma boa permanência, acentuada pelo gás; e um final de boca que já chama outra taça.
Harmonização:
A melhor harmonização da champagne é em boa companhia, com muita alegria e prazer. Nos comes, pode ser acompanhada por canapés finos (salmão, caviar, atum fresco); ou comida japonesa, sushi, sashimi, tempura; peixes nobres, badejo, congro, linguado; cogumelos e aspargos. Queijos especiais como brie e camenbert irão bem com champagne, mas chèvre (cabra) ainda é o melhor.
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Chenin Blanc
Origem:
Casta de uva branca de superior qualidade, original do vale do Loire (norte da França), já próximo do Atlântico, responsável pelo famoso Vouvray. Como todas as uvas brancas, é particularmente sensível ao terroir, de modo que fora da França não é tão famosa, mas dá vinhos muito bons, em especial na África do Sul, e também em outros países do Novo Mundo. No Brasil tem tido algum sucesso.
Regiões de Produção:
Como em outras castas francesas, em nenhum lugar do mundo conseguiu-se reproduzir vinhos Chenin blanc com a categoria dos Vouvray do vale do Loire.
Características dos Vinhos:
Os vinhos Vouvray são a expressão máxima da Chenin blanc, e de modo similar ao que ocorre com a Chardonnay na Borgonha, são vinhos com corpo, estrutura, sabor e bouquet. Apresentam perfeito equilibrio entre acidez e doçura (sensaçao) devido a correta evoluçao do álcool. São vinhos brancos que podem durar 10, 15, 20 anso. Os chenin blanc do Novo Mundo não tem essa exuberancia, nunca.
Harmonização:
Basicamente o mesmo que os Chardonnay, talvez aceitando um pouco melhor queijos amarelos, sendo uma boa pedida para fondues de queijo. (aliás fondue de queijo é com vinho branco de bom corpo, ou mesmo tinto leve, nunca cabernet ou carmenère)
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Cinsault
Origem:
Uva tinta de origem provençal, sul da França. A Cinsault produz um vinho géralmente pouco alcoolisado, baixa acidez e cor vermelho vivo; boa para vinhos de consumo rápido, mas também capaz de colaborar com vinhos de corpo e estrutura. Coexistem as grafias Cinsaut e Cinsault.
Regiões de Produção:
É uma das principais cepas do sul e sudeste da França, fazendo parte (junto com Mourvédre, Grenache e Syrah) dos vinhos Châteauneuf du Pape, Côtes du Rhône, Côtes de Provence, e Coteaux du Languedoc.
Características dos Vinhos:
Os varietais Cinsault são vinhos tintos sem muito caráter, para serem bebidos logo, e sem muita atenção. Os mais famosos, assinalados acima, principalmente os Châteauneuf du Pape, podem ser vinhos espetaculares, de cor rubi intensa, fechada, bom corpo; aromas de frutas maduras, e quando passados por barricas, tons de tostado e tabaco; paladar superior, equilibrado entre álcool açúcar e acidez, com taninos robustos mas não agressivos. Os Côtes du Rhône Villages também entram nessa descrição.
Harmonização:
Com as características que foram assinaladas, vê-se que acompanham bem carnes e risotos, pratos com funghi e champignons, queijos e fondues. Poderão acompanhar também pratos de feijão vermelho com linguiça, ou mesmo um tutu a mineira, arroz carreteiro e couve refogada (com leve toque de alho).
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Corte Bordalês
Origem:
É a combinação de uvas viníferas (assemblage) que entra em todos os vinhos de Bordeaux, França. Diferentes produtores usam diferentes proporções, mas a base é sempre a mesma.
Cabernet Franc é utilizada junto a cabernet sauvignon, merlot e petit verdot. É ela a responsável pela estrutura, o esqueleto sustentador, dos grandes vinhos "grand cru" de Bordeaux; a Cabernet Sauvignon dá aroma, sabor e corpo; a Merlot dá a suavidade, a maciez, e completa o sabor; a Petit Verdot dá um leve tempero.
Regiões de Produção:
Todos os vinhos DOC Bordeaux, bem como os de comunas e "châteaux" específicos. Fora da França, apenas a Califórnia tem produzido coisas interessantes; mas hoje o Chile está começando a se aventurar neste peculiar território.
Características dos Vinhos:
Cada proporção do corte (assim designado pois a mistura é feita após as vinificações individuais de cada uva utilizada), dará sabores, aromas, estrutura e longevidade diferentes. Além disso, os segredos de elaboração dos grandes Châteauxs comprovam que as diferentes receitas dão resultados diferentes, mas igualmente fantásticos. E conseguem mantê-los por décadas e séculos, cativando os consumidores.
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Corvina
Origem:
Uva italiana de boa qualidade, principal componente dos Bardolinos e dos Valpolicellas, no Vêneto, próximo ao Lago de Garda. Não é uma uva considerada nobre, e não se apresenta em vinhos varietais, mas permite ótimos vinhos em combinação com Negrara, Molinara e Rondinella. Sua expressão máxima está no Amarone della Valpolicella.
Regiões de Produção:
restringe-se ao Norte da Itália, principalmente na região DOC dos Valpolicella, Bardolinos, e Amarone, na divisa do Vêneto com a Lombardia.
Características dos Vinhos:
Valpolicella e Bardolino são vinhos leves, próximos mas distintos, com coloração vermelho vivo, e corpo leve. São vinhos agradáveis, com bons aromas e sabor rápido, que não devem ser guardados por mais de 2ou 3 anos.
Os Amarone, apesar de serem feitos com as mesmas uvas, são completamente diferentes, resultando em vinhos encorpados, untuosos, com sabor marcante, longa permanência, e um agradável e suave amargor final característico, que lhe dá o nome.
Harmonização:
Valpolicella e Bardolino com pratos leves e queijos amarelos; vinhos para o almoço.
Amarone exige cuidado, respeito e cozinha de primeira. Veja as indicaçoes mostradas no Brunello, e estará bem para o Amarone; entretanto, uma vitela ao Marsala será imbatível com o Amarone, e não com o Brunello.
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Gamay
Origem:
Uma das principais uvas tintas da França, original da região de Beaujolais, sul da Borgonha, e norte das Côtes du Rhône. É responsável única pelo famoso vinho Beaujolais (q.v.), um vinho leve, brilhante, suave e muito saboroso. Na região vizinha de Mâcon, é usada na elaboração dos Mâcon tintos, mas em combinação com Pinot Noir.
Regiões de Produção:
Leste da França, regiões de Beaujolais e Mâcon, nas margens do rio Saône. Hoje está bem espalhada pelo mundo, onde produz bons varietais, principalmente na Califónia, Brasil, África do Sul e Australia.
Características dos Vinhos:
O vinho Beaujolais é um ícone da França. Trata-se de um vinho leve, saboroso, com uma coloração rubi brilhante e viva; tem aromas agradáveis de frutas frescas, pera e maça. Na boca tem corpo leve e acidez equilibrada, e sabor de ameixas frescas. É um vinho para o almoço, para a luz do dia, para 11hs da manhã. Uma delícia. O Beaujolais Villages tem todas essas características mais acentuadas e mais equilibradas, pode ser um vinho surpreendente. O Beaujolais Nouveau é um vinho de festa, para celebrar -- de dia -- a vinificaçao da Gamay; não é um vinho para análise, e sim diversão; traz as frutas frescas, ainda um pouco verdes, com um pouco de cica, como caqui ou banana quase maduros, mas não desagradável (aliás é uma injustiça comparar o Beaujolais Nouveau com qualquer vinho, que não seja o vinho verde tinto portugues).
Harmonização:
Falemos do Beaujolais e do Beaujolais Villages. São vinhos leves, que acompanham bem refeiçoes leves, carnes brancas, salchichas, salada de batatas, salame e presunto cru ou cozido. Pratos mais consistentes, molhos de tomates, e carnes vermelhas atropelam o Beaujolais, que é um vinho delicado e sutil. Pode ser uma bela opção noturna para um fondue de queijo. Deve ser tomado frio (14-15oC).
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Garnacha (Granacha)
Origem:
Casta de uva tinta espanhola, utilizada nos vinhos da Rioja (também chamada tinta aragonesa) e do Priorato, no norte e nordeste da Espanha; é pouco utilizada como varietal, em geral combinada com tempranillo, graziano e mazuela. Na Catalunia é amplamente utilizada e conhecida como granatxa. Na França é conhecida como grenache (ver). E na Itália é a Vernaccia (Vernazza) Nera. Existe uma variedade branca que é utilizada em Alicante para vinhos brancos doces.
Regiões de Produção:
A garnacha, ou a grenache, já se espalhou pelo mundo, dando bons vinhos varietais na Califórnia e Australia, mas é mais conhecida e utilizada em combinaçao com a graziano e mazuela na Catalunia, e com a tempranillo na Rioja. Também é combinada com a monatrell.
Características dos Vinhos:
Os vinhos espanhóis com elevado conteúdo de garnacha tem bom corpo, aromas frutados, bom álcool, acidez mediana e cor rubi vivo e intenso. Os aromas permanecem no paladar, marcando boa presença de frutas maduras, e os que passaram por madeira, os toques característicos de tabaco aromático cravo, uma raspa de canela e baunilha.
Harmonização:
Vai bem com caça e aves assadas (frango não!), batatas souté, panache legumes, presunto assado com cravo e mel (pro Natal), castanhas, souflés, queijos meia-cura.
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Gewürztraminer
Origem:
Famosa uva branca da Alsácia (nordeste França), já na fronteira com a Alemanha; trata-se de uma variedade superior da uva Traminer. Produz um vinho branco frutado, muito aromático, com sabor complexo. De fato, "gewürz" é uma palavra alemã que significa aromático, temperado; sendo "würz", tempero, especiarias.
Regiões de Produção:
Existem hoje bons Gewurtz (como são carinhosamente designados) fora da Alsácia, na Califónia, África do Sul, Brasil e Austrália. Mas os produtores da Alsácia continuam imbatíveis.
Características dos Vinhos:
como dito acima, trata-se de um vinho muito aromático, com coloração palha dourado, muito límpido. Tem as especiarias no aroma e no paladar, bem como frutas secas, damascos tâmaras e figos. Baixa acidez e bom açúcar residual. Tem uma longa permanência e um sabor inesquecível.
Harmonização:
a comida regional da Alemanha e da Alsácia são seu acompanhamento natural. Em particular, um kassler (carré de porco) com repolho roxo maturado, batatas cozidas amanteigadas e purê de maças, resulta uma combinação muito especial. Queijos brie e camembert, com geléias de pimenta e torradas são outra tentação que vale a pena provar.
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Grechetto
Origem:
Uva branca, original do centro da Itália, de importância secundária.
Regiões de Produção:
Participante menor do famoso vinho Orvietto (DOC, Úmbria), junto com Malvasia branca (principal) e a Verdello.
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Grenache
Origem:
Uva tinta de superior qualidade, amplamente cultivada no leste e sul da França. Esta é a principal uva da maior parte dos vinhos Côtes-du-Rhône, bem como dos famosos Châteauneuf du Pape, em geral combinada com a syrah, mourvèdre e cinsault. Na Espanha é conhecida como garnacha ou granacha, onde apresenta-se em bons vinhos, seja no centro-norte, nordeste ou leste.
Regiões de Produção:
Grenache e Garnacha não são muito expressivas fora da França e Espanha, embora ocorram na África do Sul, Australia e California. Os vinhos varietais são pouco comuns. A combinação com a syrah, mourvèdre e cinsault (corte clássico Côtes-du-Rhône) dá resultados muito bons, chegando em alguns casos a vinhos excelentes.
Características dos Vinhos:
De cor rubi viva e intensa, aberta, bom corpo; aromas de frutas maduras, e quando passados por barricas, tons de tostado e tabaco; paladar superior, equilibrado entre álcool, açucar e acidez, com presença de taninos firmes, mas não agressivos. Os Côtes du Rhône Villages também entram nessa descriçao.
Harmonização:
Com as características que foram assinaladas, acompanham bem carnes e risotos, pratos com funghi e champignons, queijos e fondues. Poderão acompanhar pratos brasileiros de feijão vermelho com linguiça, um lombinho assado, ou mesmo um tutu a mineira, arroz carreteiro e couve refogada (com leves toques de alho e pimenta). Estas são também algumas características da cozinha da Provence.
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Hermitage
Origem:
A rigor não existe uva hermitage (ver pinotage); a uva cinsault, transplantada para África do Sul, tomou o nome de Hermitage; mas por sua vez, Hermitage é um excelente vinho DOC (Côtes du Rhône, França), produzido exclusivamente com a syrah.
Regiões de Produção:
Ver Pinotage, África do Sul.
Características dos Vinhos:
Ver Pinotage.
Inzollia
Origem:
Uva branca da Itália, característica da Sicília. Utilizada em brancos varietais ou em combinação com Malvasia ou Chardonnay (pequena proporção).
Regiões de Produção:
Típica da Sicília (Itália) e tem ficado por lá.
Características dos Vinhos:
Vinhos brancos poderosos, como são os sicilianos. Cor palha intensa, com aromas frutados e herbáceos. Tem paladar intenso, com toque mineral do terroir vulcânico da Sicília. Boa acidez, corpo médio, e álcool expressivo.
Harmonização:
Saladas e frutos do mar. Mexilhões a provençal vão muito bem com Inzollia.