Significado

Confraria Pascoal entre Amigos da Cidade de Jaguari - Rio Grande do Sul - Brasil

Idealizada e constituída em 1988 para unir amigos, degustar e avaliar vinhos das mais variadas castas e nacionalidades

Em homenagem a seu eterno Patrono, Dr. Eudo Giacomelli, que tanto nos encorajou e nos incentivou na arte de explorar o mundo do vinho

“Ao teu Amigo e ao teu Vizinho o teu Melhor Pão e o Melhor Vinho”

Seja Bem Vindo !

Páginas

27 março 1997

1997 7º



8º VinhEudo

7º Colocado

Bordeaux





A região de Bordeaux, na França, é a segunda maior área de cultivo de vinhos em todo o mundo, com 284.320 acres de vinhedos e treze mil viticultores. Apenas a região do Languedoc, também na França, com 617.750 acres de vinhedos plantados, é maior.

Com uma produção anual de mais de 700 milhões de garrafas, Bordeaux produz uma quantidade enorme de vinhos de mesa para o dia-a-dia, bem como,também, os mais caros e prestigiados vinhos do mundo. Os vinhos tintos e o doce branco (Sauternes) fundamentam a reputação dos vinhos bordaleses, ainda assim, Bordeaux produz vinhos brancos, vinhos rosés e vinhos espumantes, estes últimos denominados 'Crémant de Bordeaux'.

Terroir: 

A maior razão para o sucesso da produção vinícola bordalesa é o ambiente excelente para o desenvolvimento de vinhedos. A base geológica do solo da região é de pedra calcária, o que representa um solo de estrutura rica em cálcio. Os cursos dos rios Garonne e Dordogne, que irrigam a terra, e o clima litorâneo, que propicia umidade à atmosfera, concorrem para a criação de um ambiente quase perfeito para a cultura de vinhedos.

Classificação:

A região vitivinícola de Bordeaux é dividida em sub-regiões, entre elas estão: Saint Émilion, Pomerol, Médoc e Graves. Em 1855, um sistema de qualificação, conhecido como Classificação Oficial do Vinho Bordalês, classificou os vinhos em cinco categorias que levavam em consideração o preço dos vinhos. Os tintos Premier Cru (quatro do Médoc e um, Château Haut-Brion, de Graves) estão entre os mais caros vinhos de todo o mundo.

Os Premier Cru são:

Château Lafite-Rothschild
Château Margaux
Château Latour
Château Haut-Brion
Château Mouton Rothschild


Em 1955, a AOC (Appellation d'Origine Contrôlée (Rotulação de Origem Controlada)) Saint Émilion foi classificada, o que criou duas novas classes de Premier Cru Classe A:

Château Ausone
Château Cheval Blanc

Pomerol nunca foi oficialmente classificada, mas os vinhos de suas melhores propriedades, como o Château Pétrus e Château Le Pin, atingem preços bastante altos, frequentemente mais altos, inclusive, dos que os alcançados pelos Premier Cru.

Sauternes é uma sub-região do Graves conhecida por seu, intensamente doce, vinho branco de sobremesa, assim como os do Château d'Yquem. O intenso doce é resultado da ação do Botrytis Cinerea, um fungo conhecido popularmente pela denominação " Nobre Podridão".

Muitos críticos, inclusive o americano Robert Parker, acreditam que a classificação de 1855 está desatualizada e defendem que uma nova classificação seria do interesse dos consumidores em geral. À parte das discussões, a classificação de 1855 foi baseada, completamente, apenas nos preços dos vinhos. Desde de 1855, produtores compraram e venderam vinhedos; outros prestigiados produtores morreram; e muitas outras mudanças significativas ocorreram.

Em 1961, o governo francês decidiu rever a classificação e deliu dezessete "Châteaux". No final, a reclassificação proposta nunca aconteceu porque o governo se rendeu à pressão política exercida pelos proprietários de "Châteaux" afetados, temerosos de que as mudanças significassem a diminuição dos preços, àquela época praticados. Certamente, há alguns vinhos não tão bons quanto a sua classificação apregoa aos consumidores, todavia, há, também, muitos produtores, com pouco ou nenhum reconhecimento de acordo com a classificação de 1855, que produzem vinhos de excelente qualidade.

Não obstante, generalizadamente, os vinhos Premier Cru são tidos, pelo público e crítica, como os mais finos do mundo.

Classificação de 1855 dos vinhos de Bordeaux:

Premiers Grands Crus: Haut-Brion • Lafite Rothschild • Latour • Margaux • Mouton Rothschild (1973)

Deuxièmes Grands Crus: Baron Pichon-Longueville • Brane-Cantenac • Cos d'Estournel • Ducru-Beaucaillou • Durfort-Vivens • Gruaud-Larose • Lascombes • Léoville Barton • Léoville Las Cases • Léoville Poyferré • Montrose • Pichon Longueville Comtesse de Lalande • Rauzan-Gassies • Rauzan-Ségla

Troisièmes Grands Crus: Boyd-Cantenac • Calon-Ségur • Cantenac-Brown • Desmirail • Ferrière • Giscours • Issan • Kirwan • La Lagune • Lagrange • Langoa Barton • Malescot St. Exupéry • Marquis d'Alesme Becker • Palmer

Quatrièmes Grands Crus: Beychevelle • Branaire-Ducru • Lafon-Rochet • Duhart-Milon-Rothschild • Marquis de Terme • Pouget • Prieuré-Lichine • Saint-Pierre • Talbot • La Tour Carnet

Cinquièmes Grands Crus: D'Armailhac • Batailley • Belgrave • de Camensac • Cantemerle (1856) • Clerc-Milon • Cos Labory • Croizet Bages • Dauzac • Grand-Puy-Ducasse • Grand-Puy-Lacoste • Haut-Bages Libéral • Haut-Batailley • Lynch-Bages Lynch-Moussas • Pédesclaux • Pontet-Canet • du Tertre

Sauternes et Barsac Premier:
Cru Supérieur: Yquem

Premiers Crus: Climens • Coutet • Guiraud • La Tour-Blanche • Haut-Peyraguey • Lafaurie-Peyraguey • Rabaud-Promis • Rayne-Vigneau • Rieussec • Sigalas-Rabaud • Suduiraut

Deuxièmes Crus: d'Arche • Broustet • Caillou Doisy Daëne • Doisy-Dubroca • Doisy-Védrines • Filhot • Lamothe • de Malle • Myrat • Nairac • Romer • Romer du Hayot • Suau

História:

A produção de vinhos, provavelmente, teve início por volta do ano 48 a.C, durante a ocupação romana de St. Émilion, quando o Império romano estabeleceu vinhedos para o cultivo de vinho para seus soldados.

Entretanto, apenas em 71 d.C, foram registradas as primeiras evidências da existência de vinhedos na região de Bordeaux.

As primeiras grandes extensões de vinhedos franceses, criados por Roma, em torno de 122 d.C, localizavam-se na atual região de Languedoc.

Embora popular no mercado doméstico, o vinho francês era raramente exportado, devido à extensão das áreas cultivadas e volume da produção serem relativamente baixos. No século XII, porém, a popularidade dos vinhos bordaleses cresceu vertiginosamente depois do casamento de Henry Plantagenet e Aliénor d’Aquitaine.

Ao mesmo tempo em que a popularidade dos vinhos crescia, os vinhedos se expandiam para comportar a demanda do exterior. Sendo Henry II o beneficiário dos impostos na região, e desejando ele o incremento da indústria do vinho, os impostos de exportação da Aquitânia para a Inglaterra foram abolidos. Entre os séculos XIII e XIV, um código de práticas comerciais chamado Política de Vinhos foi estabelecido para conferir, ao vinho da região, vantagens comerciais perante regiões circunvizinhas.

Em 1725, a propagação intensa de vinhedos por toda a região de Bordeaux fez necessária a implementação de divisões da região em áreas específicas, assim, o consumidor poderia saber, exatamente, onde havia cada vinho sido produzido. O ajuntamento desses novos distritos era conhecido como Vinhedos Bordaleses e as garrafas eram rotuladas com o selo da região e do distrito onde foram produzidos os vinhos.

Devido a natureza lucrativa do negócio, outras áreas na França iniciaram a cultura de vinhedos, rotulando-os como produtos bordaleses. Como os lucros na região da Aquitânia esmaeciam, os vitivinicultores exigiram do governo uma lei que determinasse apenas os produtores da Região de Bordeaux habilitados a usar essa denominação de origem.

Em 1936, o governo atendeu aos apelos dos produtores e dispôs, através de lei, que todas as regiões vitivinícolas francesas deveriam indicar no rótulo das garrafas a região onde foi o vinho produzido.



Produtor: ? 



Variedades: 

O tinto bordalês, conhecido como Claret no Reino Unido, é geralmente feito com uma mistura de uvas. As uvas permitidas são: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Petit Verdot, Malbec e Carmenére, contudo, a uva Malbec é raramente usada e a uva Carmenére está, agora, virtualmente extinta da região de Bordeaux.

O branco bordalês é feito a partir das uvas: Sauvignon Blanc, Semillon e Muscadelle.

Safra: ?

Graduação Alcoólica: ?

Visão: ?

Olfato: ?

Paladar: ?

1997 6º


8º VinhEudo

6º Colocado

Châteauneuf du Pape




Produtor: ? 

Châteauneuf-du-Pape é uma AOC, nas imediações da localidade de Châteauneuf-du-Pape no Ródano meridional, no sudeste da França. 

É a denominação mais conhecida da parte sul do vale do Ródano.

As vinhas localizam-se em torno de Châteauneuf-du-Pape e das localidades vizinhas de Bédarrides, Courthézon e Sorgues, entre Avinhão e Orange, e cobrem pouco mais de 3.200 hectares. Aqui se produzem cerca de 110.000 hectolitros de vinho por ano. Produz-se mais vinho nesta zona do que em todo o Ródano setentrional junto.

Antes do crítico de vinhos Robert M. Parker ter começado a promovê-los nos Estados Unidos, os vinhos de Châteauneuf eram considerados rústicos e eram muito pouco consumidos. No entanto, o seu crescente consumo fez com que os preços quadruplicassem no decurso da última década.

Em 1995, Parker foi a terceira pessoa a receber o título de cidadão honorário do vilarejo. As duas outras pessoas foram os franceses Frédéric Mistral e Marcel Pagnol.

Variedades:

Treze variedades de uva. Dominada normalmente pela Grenache. As outras uvas tintas são Cinsault, Counoise, Mourvèdre, Muscardin, Syrah, Terret Noir e Vaccarèse. Entre as uvas brancas incluem-se a Grenache Blanc, Bouboulenc, Clairette, Picardin, Roussane e Picpoul. Nos últimos anos a tendência tem sido incluir menos, ou até nenhuma, das variedades brancas permitidas, e confiar principalmente (ou exclusivamente) na grenache, na Mourvèdre e na Syrah.

Safra: ?

Terroir: Châteauneuf-du-Pape - Ródano -  Sudeste da França

Graduação Alcoólica: ?

Visão: ?

Olfato: ?

Paladar: ?

1997 5º


8º VinhEudo

5º Colocado

Coto de Imaz Reserva

Tempranillo

1988





Produtor: Bodega El Coto de Rioja

Classificado como excelente pelo Conselho D.O.C, a Rioja é considerado por muitos um terroir perfeito. La Rioja não sofreu uma seca tão severa quanto o resto da Península Ibérica, e dois dos indicadores de qualidade da colheita foi o maior da década: a intensidade da cor e o índice de polifenóis totais. A precipitação foi mínima e bem distribuída, suficiente para as necessidades da videira durante a floração e maturação. O clima é fantástico em termos de exposição solar durante todo o período de crescimento e, especialmente, durante a colheita (moderadas temperaturas do dia e noites frias).


Variedades: 100% Tempranillo

Safra: 1988.

Terroir: La Rioja Alta D.O - Espanha

Fermentação em aço inox por 18 dias, envelhecimento por 17 meses em carvalho americano e aprimoramento na garrafa por 3 anos e meio.

Graduação Alcoólica: ?

Visão: Tom cereja intenso com borda avermelhada

Olfato: Poderoso aroma de fruta madura, complexo com notas de cacau. 

Paladar:  Intenso, aveludado, com taninos maduros e boa acidez

1997 4º


8º VinhEudo

4º Colocado

Bacalhôa






Produtor: Bacalhôa Vinhos de Protugal


A Bacalhôa Vinhos de Portugal, fundada em 1922, sob a designação João Pires & Filhos, fez um longo percurso, afirmando-se como um dos mais inovadores produtores de vinhos em Portugal.

A atividade da empresa começou por ser a produção de vinhos com uvas da região de Palmela. No decorrer da década de 70, a Bacalhôa Vinhos de Portugal criou um novo dinamismo, através de uma aposta forte nas mais modernas técnicas de viticultura e enologia, criando novos paradigmas no panorama nacional da produção de vinhos de qualidade.

Em 1998, o Comendador José Berardo tornou-se o principal acionista e prosseguiu a missão da empresa, investindo no plantio de novas vinhas, na modernização das adegas e na aquisição de novas propriedades, iniciando ainda uma parceria com o Grupo Lafitte Rothschild na Quinta do Carmo.

Em 2007 a Bacalhôa tornou-se a maior accionista na Aliança, um dos produtores mais prestigiados nas categorias de espumantes de alta qualidade, aguardentes e vinhos de mesa. No ano seguinte, a empresa comprou a Quinta do Carmo, tendo o Grupo Lafitte Rothschild adquirido uma participação na Bacalhôa Vinhos de Portugal.

O Grupo Bacalhôa dispõe de adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro.

O projeto implementado nas diversas quintas sob o tema «Arte, Vinho, Paixão» visa surpreender as expectativas mais exigentes. Das vinhas ao vinho, todo o processo vitivinícola é envolvido em vários cenários que incluem a tradição e modernidade, com exposições artísticas diversas, da pintura à escultura, nunca esquecendo as magníficas obras naturais.

Com uma capacidade total de 20 milhões de litros, 15.000 barricas de carvalho e uma área de vinhas em produção de cerca de 1.000 hectares, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no sector, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência.



Variedades: ?

Safra: ?

Terroir: ?

Graduação Alcoólica: ?

Visão: ?

Olfato: ?

Paladar: ?

1997 3º


8º VinhEudo

3º Colocado

Cedro





Produtor: Lavacchio

Variedades: Sangiovese

Safra: ?

Terroir: Toscana

Graduação Alcoólica: ?

Visão: ?

Olfato: ?

Paladar: Corpo médio, taninos firmes e notas de frutas e especiarias

1997 2º

8º VinhEudo

2º Colocado

Oxford Landing

1991






Produtor: Oxford Landing Estates


o final de 1800 o rio Murray era uma das principais vias para o comércio da Austrália. Barcaças comerciais faziam o seu caminho para cima e para baixo transportando trigo, lã e utensílios domésticos. Um desses barcos incendiou e foi obrigado a aportar em terra, onde foi completamente destruído pelo fogo. Entre os destroços espalhados na margem do rio havia era uma placa chamuscada com o nome do barco "Cidade de Oxford". A partir de então, esta área ficou conhecida como "Oxford Landing". Em 1958, o empresário e visionário da vinificação Wyndham Colina Smith fundou sua vinícola nesta margem. Ele acreditava que esse lugar de terra vermelha fértil e luz do sol abundante seria ideal para o cultivo de variedades de uvas premium e assim a Oxford Landing Estates nasceu.

Variedades: Merlot

Safra: 1991.

Terroir: South Austrália  

Graduação Alcoólica: ?

Visão: ?

Olfato: ?

Paladar: ?

1997 1º


8º VinhEudo

1º "Grande" Colocado

Los Vascos

Cabernet Sauvignon

1991




Produtor: Barons de Rothschild (Lafite) 




Variedades: Cabernet Sauvignon 100%

Safra: 1991.

Terroir: Rapel Valley - Calchagua - Chile

Graduação Alcoólica: ?

Visão: ?

Olfato: ?

Paladar: ?